A disparada de mais de 12% das ações da Americanas (AMER3) em março levantou a questão para o mercado: o turnaround (momento de virada) da varejista finalmente começou?
O salto de dois dígitos das ações ocorreu após a companhia solicitar o fim de sua recuperação judicial (RJ), anunciar a venda de ativos e divulgar resultados que, apesar de ainda frágeis, mostram sinais de melhora.
A leitura predominante entre analistas é que houve, sim, um marco importante no processo de reconstrução da varejista — mas ainda não o suficiente para decretar uma virada estrutural.
Encerramento da RJ reduz risco, mas não encerra a crise
Para Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos, o pedido de saída da recuperação judicial tem forte peso simbólico, mas não deve ser confundido com uma solução para os problemas centrais da varejista.
“O encerramento da RJ é um marco importante, sem dúvida nenhuma, mas não significa que a empresa já tenha resolvido seus problemas estruturais. É um avanço no processo de reestruturação, não o fim dele”, afirma.