0

Investimentos em tempos de juros baixos e alta volatilidade

Fechar

26 de setembro de 2019

Investimentos e notícias

O cenário atual mostra que os juros, que estão baixos, não tornarão a subir tão cedo. Isso significa, que alguns ativos estão ficando cada vez menos interessantes para o investidor, como é o caso dos ativos atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e à taxa Selic, como por exemplo, o Tesouro Selic.

No entanto, ao mesmo tempo em que esses ativos perdem espaço, as aplicações na Bolsa de Valores – que são beneficiadas pela queda dos juros – tendem a ficar mais apetitosas.

Segundo o estrategista da Davos, Mauro Morelli, os anos de 2017 e 2018 foram marcados pela volatilidade, o que também vem ocorrendo em 2019, seja por fatores internos (economia que demora a decolar, reformas que não são aprovadas e implementadas com a celeridade necessária, etc) ou externos (conflito comercial Estados Unidos-China, crises em diversos países sul-americanos, etc).

“Neste momento, o importante é diversificar. Bolsa, fundos multimercados e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ocupam o espaço antes dedicado aos produtos pré-fixados e aos Certificados de Depósito Interbancário (CDI). Investidores de perfil mais conservador, ou seja, aqueles que preferem não ter de lidar com oscilações diárias ou enfrentar a possibilidade de perda de recursos, devem dar preferência aos títulos públicos do tesouro direto, atrelados principalmente à Selic e ao IPCA”, aconselha Morelli.

De acordo com o especialista, é possível avaliar a aplicação em ativos pré-fixados, pós-fixados e fundos internacionais de renda variável internacional, como uma forma de diversificar os investimentos.

“Seja qual for a escolha do investidor, é fundamental que ele esteja corretamente informado a respeito de riscos eminentes, liquidez diária e, acima de tudo, prazos. Se houver carência, isto é, um tempo mínimo exigido para realização do resgate com rendimentos, é fundamental que o investidor esteja preparado para essa espera e não tenha feito planos para usar aqueles recursos a curto prazo”, afirma.

Ainda sobre a importância dos investidores saberem em que terreno estão pisando, Morelli indica “ler muito, pesquisar e se informar” antes de qualquer tomada de decisão.