O desempenho do Ibovespa vem surpreendendo no ano, mas os fundos de ações não ficam atrás. Pelo contrário: eles superam o índice da Bolsa com folga, mas o resultado depende muito da estratégia e dos ativos que compõem a carteira.
Impulsionada pela forte entrada de investidores estrangeiros, que já chega a R$ 68,5 bilhões em 2026, R$ 14,7 bilhões apenas em abril até dia 15, a classe como um todo rende mais de 4% no mês até dia 14, abaixo dos 5,97% do Ibovespa. No entanto, os ganhos podem alcançar 8,42% no caso dos fundos setoriais, puxados pelas ações de Petrobras (PETR4) diante da disparada do petróleo, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Fluxo dita o mercado
O que vimos nos últimos 12 meses foi mercado muito guiado por fluxo bem forte e por fatores macroeconômicos, afirma Marcelo Boragini, sócio e especialista em renda variável da Davos. Isso acabou favorecendo algumas estratégias e, entre as que melhor performaram, estão os fundos com viés mais direcional e concentrados em large caps, principalmente bancos, Petrobras e ligadas a commodities, tudo pela volta com força dos estrangeiros buscando liquidez, valores descontados e exposição a juros reais elevados.